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Devemos intervir na predação?

Pessoas que defendem o uso de animais frequentemente argumentam que "na natureza, os animais comem uns aos outros", usando esta "ordem natural" para justificar os atos de dominação dos humanos sobre os animais não-humanos. Os defensores dos animais, por sua vez, geralmente respondem que, por possuirmos a capacidade para a agência moral (que os animais não-humanos presumidamente não possuem), isto gera em nós uma obrigação que não é gerada para eles. Essa resposta é suficiente para colocar por terra aquele argumento. Contudo, encerrar a discussão com esta resposta acaba evitando o debate sobre o problema do sofrimento e morte causados pela existência da predação no mundo. No seu entender, não haveria o dever de pesquisarmos formas de minimizar esse sofrimento, mesmo que ele não tenha sido causado ativamente (mas sim passivamente) por nós, e mesmo que os predadores não tenham culpa pelo que fazem, analogamente ao dever que assumimos quando intervimos sobre ações de outros seres amorais, como crianças muito pequenas? Ou o limite da ética animal deveria ser a abolição dos males causados ativamente por humanos?

Qual sua posição sobre o tema e respectivos argumentos para sustentá-la?

Sua posição sobre esse tema específico mudou ao longo do tempo? Se sim, quais argumentos o fizeram mudar?


People who advocate the use of animals often argue that "in the nature, animals eat each other," using this "natural order" to justify acts of domination of humans over nonhuman animals. Animal advocates, in turn, often answer that, because we have the capacity for moral agency (the non-human animals presumably do not), this gives us an obligation that is not generated for them. This response is enough to put the ground that argument. However, ending the discussion with this answer avoid the debate on the problem of suffering and death caused by the existence of predation in the world. In your view, there would be a duty to inquire ways to alleviate this suffering, even though it was not caused actively (but passively) by us, and even if predators do not have guilt for what they do, similar to the duty we assume when we intervene on actions of other amoral beings, as very young children? Or the limit of animal ethics should be the abolition of the evils caused actively by humans?

What is your position on the issue and your arguments to support it?

Your position on this particular issue has changed over time? If yes, what arguments make you change?

Pergunta formulada por
 Luciano Carlos Cunha

foto_colabora_lucianocunha

Luciano Carlos Cunha
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Mestrando em Ética e Filosofia Política na UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, licenciado em Educação Artística com habilitação em música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e colaborador da revista Pensata Animal.


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